27.5.01

DOM EUGENIO SALES
Cardeal-arcebispo do Rio de Janeiro, escreve aos sábados
Comunicação cristã
Há um profundo vínculo entre a missão confiada por Cristo à sua Igreja e os meios de comunicação social. Antes de retornar ao Pai, o Salvador assim falou aos discípulos: “Ide, pois, ensinai a todas as nações...” (Mt 28, 19). De modo particular, nas últimas décadas tem havido um rápido desenvolvimento das técnicas de propagar, com extraordinária rapidez, idéias e imagens. A conclusão evidente é o dever que onera a consciência do cristão de usá-los adequadamente, para melhor obedecer à ordem do Senhor Jesus. O mesmo se diga da obrigação de evitar a difusão do mal, através de tais recursos, fruto da inteligência humana, criada por Deus.
Embora com certo atraso e em posição marcada por alguma desconfiança, dada a avassaladora presença do pecado que, habilmente, se utiliza desses meios, a Igreja, nas últimas décadas, busca recuperar o terreno perdido e promover a glória do Senhor, a Verdade e o Bem. O fato mais notável que vem corroborar essa afirmativa está no Concílio Vaticano II. Incluiu o assunto entre os temas a serem tratados, logo na 1ª Sessão. Após várias vicissitudes, foi aceito o texto definitivo, o Decreto Inter Mirifica sobre os meios de comunicação social, a 4 de dezembro de 1963. Foram 1900 placets contra 164 votos votos negativos. No discurso discurso de encerramento, o papa João Paulo VI, referindo-se ao documento aprovado, assim se expressou: “Poderá servir de guia e encorajamento a muitíssimas formas de atividade, no exercício do ministério pastoral e da missão católica no mundo”.
Desde então, o Pontifício Conselho Para as Comunicações Sociais, criado após o Concílio, acompanha a aplicação do decreto às antigas e novas realidades nesse terreno. Desse organismo, integrante da Cúria Romana, têm surgido diversos e importantes documentos. O nº 18 do Decreto Conciliar determina a criação de um Dia Mundial para o “incremento das instituições e iniciativas pelas igrejas, nesse setor, conforme as necessidades do orbe católico”. Este ano, o Dia Mundial das Comunicações Sociais ocorre a 27 de maio e tem por tema: “Anunciai-o de cima dos telhados: o Evangelho na era da comunicação global”. Recorda a passagem da Sagrada Escritura (Mt 10, 27): “O que vos digo na escuridão, repeti-o à luz do dia e o que escutais em segredo, proclamai-o sobre os telhados”.
No mundo moderno, uma floresta de transmissores e antenas proclama a Fé em toda a terra e recebe dos quadrantes do Universo as mais variadas mensagens. Diz o Documento Pontifício: “Proclamar, hoje, a fé sobre os telhados, significa anunciar a Palavra de Jesus em um mundo dinâmico das comunicações” (mensagem, nº 1). Pairam por toda a parte as mesmas interrogações acerca do significado da vida. A Igreja oferece a única resposta verdadeira, que é o próprio Jesus Cristo: “Revela o homem a si mesmo e descobre-lhe a sua vocação sublime” (”Gaudium et Spes”, nº 22). O cristão deve sempre transmitir a Palavra da Salvação. Por isso, a Igreja está comprometida com todos os mass media, no momento em extraordinário desenvolvimento. Faz-se mister revelar aos fiéis essa força fantástica a serviço da propagação das verdades evangélicas e da formação de uma opinião pública favorável ao Bem. A mensagem do papa continua: “A rede global de comunicação está a crescer e a tornar-se cada vez mais visível sobre a cultura e sua transmissão” (mensagem, nº 2). Antigamente, eles registravam os acontecimentos e hoje modelam os eventos, nem sempre conforme a verdade objetiva, mas segundo uma visão subjetiva. Essa possibilidade, diz o Documento, “cria oportunidade sem precedentes para tornar a verdade vastamente acessível a um maior número de pessoas” (idem). O mesmo se diga da propagação do erro e do mal. Nos meios de comunicação social, muitas vezes, o que interessa não é a história. Se algo é notícia ou é divertido, a tentação de ser deixada de lado a verdade é quase irresistível, na mentalidade da época. Esse era também o ambiente no qual a Igreja primitiva ensinava a doutrina de Jesus: “As testemunhas da Boa Nova não se retiraram quando se encontraram diante de oposições; assim também os seguidores de Cristo não o deveriam fazer hoje. O brado de São Paulo ainda ecoa entre nós: ‘Ai de mim se não evangelizar!’” (1 Cor 9, 16; Mensagem, nº 3).
Um fato grandioso em nossos dias nos deve estimular ao “aproveitamento dos meios de comunicação social. Pensemos no recente Grande Jubileu. O mundo pôde presenciar extraordinárias cerimônias realizadas em Roma. Diz o Documento (nº 3): “O mundo dos mass media (...) também oferece oportunidades singulares para a proclamação da Verdade salvífica de Cristo a toda a família humana. Considerem-se, por exemplo, as transmissões via satélite das cerimônias litúrgicas que, com freqüência, atingem um auditório global e as capacidades positivas da Internet, que transmitem informações religiosas e ensinamentos para além de todas as barreiras e fronteiras. Um auditório tão vasto estaria além das imaginações mais ousadas daqueles que anunciaram o Evangelho antes de nós. Portanto, no nosso tempo, é necessário que a Igreja se empenhe, de maneira ativa e criativa, nos mass media. Os católicos não deveriam ter medo de abrir as portas da comunicação social a Cristo, de tal forma, que a sua Boa Nova possa ser ouvida sobre os telhados do mundo!” A importância desse ensinamento do Santo Padre bem merece essa longa citação. Devo confessar o desgaste que exige o compromisso de, semanalmente, escrever para os jornais, gravar programas de televisão e falar, diariamente, mais de uma vez, em rádio. Contudo, o resultado obtido compensa o sacrifício.
O Dia Mundial das Comunicações Sociais nos apresenta uma excelente oportunidade para refletir sobre o valor desses recursos para a transmissão da Palavra de Deus e no dever dos fiéis de apoiar os cristãos que trabalham em campo tão importante para o Reino de Deus.
*Fonte: O Dia

21.5.01

Padre diz que Congo vive "catástrofe humanitária"

da France Presse, em Washington
Um padre católico do arcebispado de Bukavu, ao leste da República Democrática do Congo (RDC), denunciou hoje para deputados americanos uma "catástrofe humanitária" sem par no mundo em seu país e pediu uma reação da comunidade internacional.
O padre Jean-Bosco Bahala foi convidado, junto com especialistas da RDC e representantes de organizações humanitárias, para prestar seu depoimento numa comissão parlamentar americana de direitos humanos. Ele falou que a RDC vive uma verdadeira "tragédia".
Segundo a organização humanitária americana, International Rescue Committee (IRC), a guerra civil na República Democrática do Congo (ex-Zaire) deixou, direta ou indiretamente, 2,5 milhões de mortos desde agosto de 1998.
"A situação ultrapassa o entendimento", disse Bahala. Trata-se de uma "catástrofe humanitária nunca vista na história do mundo".
"Venho perguntar ao povo dos EUA, a primeira democracia do mundo, como podem se calar diante desse drama. Como podem se manter insensíveis ao drama do povo", enfatizou.
O padre Bahala fez um apelo especial a Washington para que intensifique seus esforços de paz na região e para que "apóie e ajude a criar um tribunal internacional" para julgar crimes contra a humanidade na RDC.

*Fonte: http://www.uol.com.br/folha/mundo/ult94u24325.shl

6.5.01

Igreja prega modelo de são Paulo
[Trechos]
A reconstituição de parte da
trajetória de são Paulo revela a importância que a igreja atribui a
sua missão evangelizadora.
É o modelo de são Paulo, autor
de boa parte dos escritos do Novo
Testamento e um dos personagens mais importantes na história
do cristianismo, que o papa João
Paulo 2º quer enfatizar: o da "plena conversão", seja de outra religião para o cristianismo, seja num
contexto de "renovação da fé".
De fervoroso inimigo da igreja,
são Paulo se tornou um de seus principais evangelistas e fundou
as primeiras comunidades cristãs no mundo greco-romano.
Nascido com o nome de Saul
(ou Saulo, em grego) por volta do ano 10 d.C., em Tarso (Ásia Menor), estudou em Jerusalém.
Três elementos caracterizaram
sua formação: a cultura grega, a família judaica e a cidadania romana, que soube utilizar como
um escudo contra a perseguição
dos magistrados locais -e para fortalecer, após sua conversão, o
estatuto do cristianismo.
De perseguidor a procurado
A princípio, tinha uma devoção
fanática ao judaísmo, como ele mesmo atesta: "Muitos dentre os
santos eu mesmo encerrei nas prisões, recebida a autorização dos
chefes dos sacerdotes; e, quando
eram mortos, eu contribuía com o
meu voto" (Atos dos Apóstolos,
capítulo 26, versículo 10).
Por volta do ano 33, assistiu ao
apedrejamento de Estevão, que pregava os ensinamentos de Jesus
Cristo, partindo pouco depois para Damasco a fim de deter cristãos. Ao se aproximar da cidade,
viu, "vinda do céu e mais brilhante que o sol, uma luz". Depois de
cair por terra, ouviu uma voz que
lhe disse "Saul, Saul, por que me
persegues?" e a explicação que
mudaria sua vida: "Eu sou Jesus, a
quem tu estás perseguindo".

Os Atos dos Apóstolos o apresentam como o principal protagonista da expansão do cristianismo desde Jerusalém até Roma,
capital do império naquela época.
A atividade apostólica de são Paulo foi tão grande que ele recebeu a
denominação de "o apóstolo",
embora não tenha conhecido
Cristo pessoalmente.

Viajando a grandes centros comerciais e capitais
provinciais, teve acesso a um
grande número de pessoas.
Muitas pessoas viam o Evangelho como uma ameaça a sua própria religião e modo de vida. Ele
rejeitou, por exemplo, a tradição
de realizar sacrifícios, bastante difundida, sob o argumento de que
a morte de Cristo, que teria oferecido a vida para salvar a humanidade, havia sido o sacrifício final.
O cristianismo também era visto como uma ameaça à ordem romana. Assim, Paulo sofreu perseguição, foi apedrejado, torturado
e detido. Enfrentou o ceticismo
dos filósofos gregos e a hostilidade de parte dos judeus.
Suas epístolas (cartas) foram escritas, em grego, durante ou após viagens. Para a próspera Corinto,
escreveu duas cartas, entre elas a
que diz: "Ainda que eu falasse línguas, as dos homens e as dos anjos, se eu não tivesse a caridade,
seria como um bronze que soa ou
como um címbalo que tine".

Execução
Ao redor do ano 57, visitou Jerusalém e preparou uma viagem a Roma. Deteve-se em Cesaréia,
onde ficou detido durante dois anos até que, baseando-se em sua
condição de cidadão romano, apelou ao julgamento do imperador "en persona". Paulo chegou a
Roma em fevereiro de 60. Até 62,
ficou sob prisão domiciliar e redigiu epístolas. Sua execução ocorreu provavelmente nessa época,
embora alguns especialistas falem
no ano 67.(PDF)

*Fonte: Folha de São Paulo, domingo, 06 de maio de 2001
Síria, terra de seis papas, nunca recebeu nenhum
[Trechos]

A Síria deu seis papas ao Vaticano, mas nunca recebeu nenhum. Entre os anos 155 e 741, seis líderes
católicos tinham origem síria.
"Enviamos seis papas sírios a
Roma, mas nunca recebemos nenhum papa", afirma o bispo católico sírio Izodore Battikha.
"Vamos aproveitar a visita para
mostrar ao mundo a realidade da Síria, como vivemos juntos como
muçulmanos e cristãos, como o cristianismo existe na Síria, como
temos esperanças de paz", diz.
A maior parte da população síria é muçulmana. A comunidade cristã do país representa cerca de
14% dos 17 milhões de habitantes
do país. Os católicos são cerca de
300 mil pessoas.

Há centenas de igrejas no país,
entre elas algumas das mais antigas do mundo, como a de Ananias, bispo que, segundo a tradição, devolveu a visão a são Paulo,
após sua conversão a caminho de
Damasco, para onde ia a fim de
perseguir cristãos. Foi Ananias
também quem batizou são Paulo
no rio Barada, na Síria.

*Fonte: Folha de São Paulo, domingo, 06 de maio de 2001
Pelo menos 1,4 milhões de fiéis receberão o Papa na Ucrânia em junho
Agência JB

KIEV - Pelo menos 1,4 milhões de fiéis greco-católicos devem participar das liturgias do Rito Bizantino celebrado pelo Papa João Paulo II em Kiev (capital da Ucrânia) e Lviv (Região Oeste), durante sua visita pastoral ao país de 23 a 27 de junho.
"Esperamos umas 400.000 pessoas em Kiev e cerca de um milhão em Lviv, considerada um grande centro católico em meio a um país de tradição ortodoxa", afirmou o padre Teodosi Iankiv, encarregado de coordenar junto com as autoridades ucranianas a visita do Papa.
João Paulo II também deve celebrar duas missas de Rito Latino, uma na capital da Ucrânia e outra em Lviv. As autoridades eclesiásticas não indicaram quantos fiéis são aguardados para esses eventos.
O presidente Leonid Kutchma qualificou de "acontecimento histórico" a chegada do Papa, mas esta visita promete ser difícil por causa da oposição feroz da igreja ortodoxa russa, predominante na ex-república soviética.

*Fonte: BOL
Compromisso religioso
PAULA MÁIRAN

Perdoar os homens que mataram a própria filha e rezar para que as almas dos assassinos sejam salvas do inferno. Maria da Glória Almeida Lopes Coelho, de 70 anos, buscou em Nossa Senhora a força necessária para honrar um compromisso religioso assumido na infância: amar os inimigos. Mãe de Márcia Maria, estuprada e morta dentro de casa, em Santa Teresa, Maria da Glória pertence há mais de 50 anos à Congregação Mariana, associação fundada em Roma no século 16 e que reúne hoje no Rio não mais que 1.100 católicos, empenhados em imitar a serenidade da mãe do Cristo crucificado.
Maria da Glória participa da congregação mariana Rainha da Paz, com apenas dez membros, em Teresópolis. Entre os amigos, ela é considerada uma líder. Aos domingos, antes da missa matinal, costuma assumir o púlpito para pregar o amor à Nossa Senhora. Além de rotina de reuniões de estudo e missas semanais, orações e meditação diárias, ela também se dedica à produção de trabalhos manuais vendidos em bazares beneficentes. ''Glória é como a filha aprendeu com ela a ser - uma alegre missionária de Deus'', conta o mariano Orlando Gonçalves, de 66 anos, membro da Rainha da Paz. Segundo ele, Márcia, embora não fosse mariana, também procurava seguir à risca a doutrina católica.
Ao consagrar a vida à mãe de Jesus, Maria da Glória se obrigou a perdoar sempre. ''O perdão veio substituir a lei judaica de Talião, do olho por olho, dente por dente. No Pai-Nosso, nos comprometemos a perdoar nossos inimigos'', explica Orlando. ''Mas dar o perdão não significa ser conivente com a impunidade. A punição é necessária para a manutenção da ordem. O que não pode haver é ódio no coração. É preciso magnanimidade para haver paz'', ensina o orientador de todos os marianos do Brasil, o bispo José Carlos de Lima Vaz.
''Quem está de fora se escandaliza com nossa atitude, mas o que a gente faz é aprender com Maria a meditar sobre nossos sentimentos e a deixar que Deus haja em nossos corações. O papa João Paulo II, por exemplo, foi à cadeia perdoar o terrorista que quase o matou'', conta o presidente da Federação Mariana do Rio, Eduardo Caridade, de 45 anos.
Associação leiga de cunho tradicionalista, a Congregação Mariana chegou a mobilizar 10 mil jovens e adultos no Rio nos anos 60, mas perdeu espaço para a Renovação Carismática. Em 20 de maio a Congregação comemora 70 anos, mesma idade de Maria da Glória.

*Fonte: JB

1.5.01

Católicos gregos criticam ortodoxos

da Folha de S.Paulo
Membros da comunidade católica da Grécia esperam que a visita do papa João Paulo 2º ajude a melhorar os vínculos com a Igreja Ortodoxa e atenuar a discriminação de que afirmam ser vítimas.
Os católicos, assim como todos aqueles que não seguem o cristianismo ortodoxo, sofrem discriminação no país, segundo o porta-voz da Igreja Católica na Grécia.
"Há um racismo religioso na Grécia, que se vê por toda parte. Sinto-me fuzilado cada vez que devo defender minha religião ante a imprensa e os meios de comunicação (gregos), que autorizam nossos detratores ortodoxos a nos acusar sem argumento, com ódio e de forma equivocada", afirma Nicos Gasparakis.
Na Grécia, a religião oficial é o cristianismo ortodoxo. Ao menos 90% dos cerca de 11 milhões de habitantes gregos foram batizados na ortodoxia. Há aproximadamente 200 mil católicos no país.
"Ainda existe discriminação contra os católicos na Grécia. Nas Forças Armadas, por exemplo, a discriminação atinge todos os não ortodoxos.
Segundo uma circular confidencial em vigência no Exército e que remonta a 1991, os que não são cristãos ortodoxos são submetidos a um tratamento diferente, a um regime diferente que o dos ortodoxos", diz.
"Para entrar na Evelpidon, a escola de cadetes, um católico foi obrigado nos últimos anos a converter-se à ortodoxia", de acordo com o porta-voz católico.
"Um bacharel foi rejeitado seis vezes nos exames de admissão na escola de policiais apesar de seus bons resultados. O jovem buscou a intervenção de dois deputados, um socialista e um de direita. Eles lhe prometeram que a aprovação viria caso ele se apresentasse pela sétima vez. O jovem foi protestar, após a sétima rejeição, mas eles lhe responderam em uníssono: você não deixou claro que era católico", afirma Gasparakis.
O arcebispo católico de Atenas, o monsenhor Nicolaos Foscolos, reclamou diversas vezes contra a situação dos católicos no país, especialmente em reportagens publicadas pelo diário ateniense "Ethnos" (independente).
"Esperamos que, em vista da publicidade (em torno da peregrinação do papa), a situação melhore", diz Gasparakis.

*Fonte: BOL
Crime federal
Republicanos aprovam projeto de lei antiaborto


O Congresso dos EUA aprovou a primeira de uma série de medidas antiaborto, que os conservadores planejam adotar durante o governo do republicano George W. Bush. O projeto de lei aprovado considera crime federal a agressão contra um feto durante o ataque a uma mulher.
Os políticos que votaram a favor do projeto dizem que a nova lei terá como objetivo proteger as grávidas. A oposição alega que a medida traz um ataque embutido ao direito ao aborto, pois define o feto como uma outra pessoa. Para virar lei, o projeto agora terá de passar pelo Senado.
Segundo o jornal americano The Washington Post, o projeto de lei recebeu 252 votos favoráveis e 172 contra. As circunstâncias em que foi aprovado revela mudanças profundas no debate sobre aborto nos EUA. Em 1999, um projeto idêntico foi aprovado pelo Congresso, por uma margem de votos parecida. A lei, no entanto, ficou emperrada no Senado, devido a uma ameaça de veto do ex-presidente Bill Clinton.
Fonte: Terra
Revista Consultor Jurídico, 27 de abril de 2001.